Luiza Agostinho Pena
Eu acordei meio assutada, com o som de badaladas de um relógio, saindo do transe de um sonho magnífico. Estava eu sentada na beira de uma montanha, observando o pôr do Sol, com todas as pessoas que amo ao meu lado.
Ah! Sim! Foi maravilhoso, pessoas que se foram, pessoas que eu não via a anos, amigos do passado, amores... Todos aqueles que marcaram a minha vida, meu coração.
Pena que foi um sonho, queria que aquilo fosse a mais pura realidade, sonhamos com tantas coisas! E as vezes nenhuma delas se realiza. Lutar somente não é o suficiente, mas a sorte as vezes ajuda, o destino também.
O Suor do nosso corpo é a prova disso, quantas pessoas lutam a vida inteira por um sonho, e acabam indo embora sem alcançá-lo? Quantas rezam com tanta fé, para um dia conseguir o que quer?
Será que essas pessoas querem mesmo que seus sonhos se realizem? Será que elas não vivem numa ilusão eterna, onde a mente está sobre o coração?
Sonhos... ilusão, essas palavras tem uma certa semelhança, mas eu acho seus significados muito distintos entre si. Se todo o sonho fosse ilusão, de que viveríamos?
Eu tenho essa resposta. Viveríamos de ódio, desprezo, violência, e de tudo que servisse para substituir esse vazio no nosso coração. Porque por mais que a gente sonhe, mesmo que seja pouco, estaremos tapando um buraco importante no peito.
Acho que para alcançármos, um dia... talvez, estes sonhos. Primeiro deveríamos entender "qual" buraco em nosso peito estamos tapando, entender se não estamos tentando substituir alguma coisa, se estamos tentando amenizar uma ferida, se não estamos apenas ignorando sentimentos.
Antes de corrermos atrás de nossos sonhos, devemos entendê-los, e analizar se realmente aquilo é um sonho... ou se só mais uma janela em nossa vida, uma passagem, uma página, que se virará o mais rápido que você pensa...
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
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